Bianca Andrade, conhecida nacionalmente como Boca Rosa, usou as redes sociais para compartilhar reflexões sobre maternidade e comentar as críticas que recebeu por adotar a educação positiva na criação do filho Cris, de quatro anos. Em uma série de relatos publicados recentemente, a empresária contou que a decisão de priorizar o diálogo, em vez de castigos, tornou sua vivência como mãe mais leve e acolhedora, além de fortalecer o vínculo entre eles.
Segundo Bianca, o tema costuma surgir com frequência quando encontra seguidores pessoalmente. Ela afirma que, apesar de ser reconhecida pela trajetória como empresária, a maternidade se tornou o papel em que se sente mais segura e confiante. “Muitos de vocês, quando me encontram pessoalmente, a coisa que eu mais ouço é ‘Bia, você me inspira muito como empresária, mas principalmente como mãe’. E, de fato, eu sinto que o meu melhor papel, que eu desempenho melhor e com mais confiança na minha vida, por incrível que pareça, é a maternidade”, afirmou.
A influenciadora explicou que a forma como decidiu educar o filho está diretamente ligada à maneira como enxerga a construção emocional das crianças. Para ela, conversar, acolher sentimentos e estimular a autonomia não significa ausência de limites, mas um caminho para que a criança compreenda suas próprias emoções e responsabilidades.
Relato sobre a escola e o desenvolvimento de Cris
Durante o desabafo, Bianca contou que se emocionou ao participar de uma reunião na escola de Cris. No encontro, percebeu como o filho vem se desenvolvendo em diferentes aspectos, tanto emocionais quanto cognitivos. Ela descreveu o menino como uma criança atenta às pessoas ao redor, sensível e curiosa, características que, segundo ela, são resultado de uma combinação entre a personalidade dele e o ambiente familiar.
“O Cris é tão curioso. Ele quer saber de tudo, quer aprender a contar, a ler, quer saber o que é sinônimo, o que é antônimo, o que é metáfora. Ele é bom no esporte, na arte. Tudo isso, é muito mérito dele, por ser essa criança especial, e muito também desse incentivo nosso, de sempre acolher e ele sentir que tudo o que faz é importante”, disse em seu perfil do Instagram.
Bianca destacou que valorizar as iniciativas do filho e demonstrar interesse genuíno pelo que ele faz contribuiu para que a criança se sentisse segura para explorar diferentes áreas. Para ela, esse acolhimento diário é parte fundamental da educação positiva, que busca incentivar a confiança e a comunicação aberta desde a infância.
Apesar da convicção atual, a influenciadora revelou que, no início da maternidade, sentiu insegurança em relação às próprias escolhas. Ela contou que chegou a questionar se estava sendo “boazinha demais” e se o método adotado poderia trazer consequências negativas no futuro. As dúvidas, segundo ela, foram intensificadas pelas críticas vindas de pessoas próximas.
“Falaram tipo: ‘Nossa, mas tudo você tem que dialogar com ele? Às vezes você tem que só mandar e ele obedecer. Você não acha que ele vai crescer sem limites assim?’. E aí eu falo: ‘Não, meu filho sabe os limites dele. É por isso que eu dialogo, para que ele se conheça e para que ele saiba se expressar’”, detalhou.
Bianca explicou que esses comentários a fizeram refletir, mas não mudar de postura. Para ela, impor autoridade sem explicação não contribui para o desenvolvimento emocional da criança. Ao contrário, o diálogo constante ajuda o filho a compreender regras, consequências e sentimentos, criando uma relação de confiança.
Em meio aos julgamentos, o apoio da mãe teve papel decisivo para que Bianca mantivesse a escolha pela educação positiva. Ela afirmou que esse suporte foi essencial para seguir firme em um caminho que, muitas vezes, é questionado socialmente. Com o tempo, a empresária diz ter alcançado uma fase de maior segurança, na qual consegue enxergar os resultados da decisão tomada.
Hoje, Bianca afirma sentir orgulho não apenas da relação que construiu com o filho, mas também da pessoa que Cris vem se tornando. A influenciadora reforçou que cada família encontra sua própria forma de educar, mas defendeu a importância de investir tempo e presença na infância. “O maior investimento que a gente pode fazer na nossa vida é investir tempo de qualidade nas nossas crianças, de verdade”, ressaltou.
Ao compartilhar a experiência, Bianca Andrade disse que seu objetivo não é estabelecer um modelo único de criação, mas dividir vivências reais da maternidade, com suas dúvidas, críticas e aprendizados. Para ela, falar abertamente sobre o tema ajuda a normalizar escolhas diferentes e amplia o debate sobre formas mais conscientes de educar.
Fonte: Portal Terra
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