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Brasileira é premiada em concurso internacional sobre biologia quântica

Equipe Sociedade Civil pela Educação by Equipe Sociedade Civil pela Educação
6 de março de 2026
in Educação
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Brasileira é premiada em concurso internacional sobre biologia quântica
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A estudante carioca Gabriela Frajtag, de 20 anos, foi reconhecida em um dos principais concursos internacionais dedicados à biologia quântica, área emergente que investiga como fenômenos da mecânica quântica podem influenciar processos biológicos. Ela recebeu menção honrosa no prêmio promovido pelo Foundational Questions Institute, em parceria com o Paradox Science Institute e com a instituição filantrópica brasileira Idor Ciência Pioneira.

A competição distribuiu US$ 53 mil, cerca de R$ 300 mil, aos melhores ensaios. Gabriela recebeu US$ 3 mil após responder à pergunta central do edital: “A vida é quântica?”.

O reconhecimento internacional marca um novo passo na trajetória da jovem pesquisadora, que desde cedo se envolveu em atividades científicas além da sala de aula. Ainda no ensino básico, participou de olimpíadas acadêmicas em diferentes áreas.

“Eu era o tipo de estudante que participava de olimpíadas científicas, dessas competições que vão além do que é ensinado na escola. Fiz de tudo: matemática, astronomia, linguística, neurociência, biologia”, disse.

A diversidade de interesses a levou a buscar uma formação interdisciplinar. Gabriela ingressou na Ilum Escola de Ciência, em Campinas, vinculada ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais. No mesmo campus está o Sirius, acelerador de elétrons considerado um dos mais modernos do mundo.

“A Ilum é interdisciplinar, então eu podia estudar biologia, física, matemática e ciência de dados ao mesmo tempo. Estar dentro do Cnpem foi decisivo para mim”, explica.

Imersão na biologia quântica

O contato mais direto com a biologia quântica ocorreu em agosto do ano passado, durante a primeira edição da Escola de Biologia Quântica, realizada em Paraty, no Rio de Janeiro. O encontro integrou as celebrações do Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quânticas, proclamado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Durante uma semana, 40 estudantes e pesquisadores participaram de aulas e debates sobre um campo que busca compreender processos biológicos à luz das leis da física quântica. “Foi ali que eu mergulhei de verdade nesse campo que trata a biologia também a partir da interseção com a física”, afirma.

A oportunidade de participar do concurso surgiu pouco depois. Em um grupo de mensagens criado entre participantes da escola, foi compartilhado o edital do prêmio internacional organizado pela FQxI e pelo Paradox Science Institute.

Mesmo sem desenvolver pesquisa específica na área naquele momento, Gabriela decidiu escrever um ensaio com perspectiva histórica, recuperando como a biologia quântica se estruturou ao longo das décadas.

“Sempre li muito sobre história da ciência, biografias, como as descobertas acontecem. Achei interessante fazer uma visão panorâmica”, explica.

Formada em 2025, concluindo o curso em primeiro lugar na turma, ela recebeu a notícia da menção honrosa pouco depois da colação de grau. “Foi uma grande surpresa ganhar. Eu realmente não estava esperando”, afirma.

A premiação será concedida de forma online, com divulgação nas redes das instituições organizadoras e transferência do valor em dinheiro. “Eu fiz uma entrevista em inglês para eles publicarem. É uma experiência muito interessante”, disse.

O que é biologia quântica

A biologia quântica investiga como fenômenos típicos da mecânica quântica, como efeitos eletrônicos e energéticos em escala microscópica, podem interferir em processos fundamentais da vida.

“A biologia quântica é basicamente uma área que investiga como fenômenos da mecânica quântica, ou seja, como efeitos eletrônicos e energéticos em escala microscópica podem influenciar processos biológicos, por exemplo na fotossíntese ou na navegação de alguns animais”, explica.

Embora não atue diretamente no campo, Gabriela afirma que o interesse surgiu durante sua formação científica e está ligado também à curiosidade pela história das descobertas. “Eu não trabalho diretamente com a área, mas sempre fui muito interessada em história da ciência e em contar histórias”.

Entre os exemplos mais conhecidos estudados por pesquisadores está a navegação das aves migratórias. Segundo ela, há hipóteses envolvendo a proteína criptocromo, presente nos olhos desses animais.

“Um exemplo clássico é a navegação de aves migratórias. A ideia mais estudada envolve uma proteína chamada criptocromo, presente nos olhos dessas aves. Quando a luz atinge essa proteína, ela forma um par de elétrons cujos estados ficam correlacionados por um fenômeno quântico chamado entrelaçamento”, explica.

“O campo magnético da Terra pode influenciar a dinâmica desses elétrons, o que pode alterar reações dentro da proteína. Aí o que se teoriza é que provavelmente essas reações diferentes podem resultar em sinais visuais ou bioquímicos que ajudam a ave a perceber a direção do campo magnético, funciona como uma espécie de bússola interna”.

Para Gabriela, é justamente essa fronteira entre física e biologia que torna o campo promissor. Trata-se de uma área ainda em consolidação, com questões abertas e espaço para novas contribuições.

Ela planeja seguir carreira acadêmica, com mestrado e doutorado no exterior, e futuramente atuar como professora e pesquisadora. “Quero fazer mestrado, depois doutorado fora do Brasil e, eventualmente, virar professora e ter meu próprio laboratório”, disse.

O reconhecimento internacional, na avaliação da jovem cientista, reforça a presença de brasileiros em debates científicos globais desde o início da formação. “É um campo muito novo, com muito espaço para crescer. Participar disso tão cedo é uma responsabilidade e também uma motivação para continuar”.

Fonte: Agência Brasil
Foto: https://br.freepik.com/imagem-ia-premium/medal-gold-holding-hand_419212571.htm

Tags: MEC
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