Com técnicas cada vez mais modernas e resultados naturais, o procedimento vem conquistando adeptos — mas o especialista alerta para os cuidados necessários e as indicações corretas
Com o avanço da tecnologia e a quebra de tabus, o transplante capilar deixou de ser um procedimento restrito e passou a ser procurado por um público cada vez maior — incluindo celebridades.
Recentemente, personalidades nacionais e internacionais apareceram com linhas capilares mais densas, reacendendo o interesse pelo tema. Mas, afinal, como funciona o transplante capilar? E quem realmente pode realizar o procedimento?
O transplante capilar é indicado para pessoas que sofrem com diferentes tipos de alopecia — a queda ou ausência de fios em determinadas regiões do couro cabeludo — especialmente nos casos em que há uma área doadora viável.
Técnicas de transplante capilar
Entre as técnicas mais utilizadas atualmente, destaca-se a FUE — sigla em inglês para Follicular Unit Extraction (Extração de Unidades Foliculares). Nesse método, os folículos são removidos um a um da área doadora e implantados na região calva, o que garante um resultado mais natural e cicatrizes quase imperceptíveis.
A técnica FUT — Follicular Unit Transplantation (Transplante de Unidades Foliculares) — é mais tradicional e invasiva, pois exige a retirada de uma faixa do couro cabeludo para obtenção dos folículos, deixando uma cicatriz linear.
Outra opção moderna é a DHI, Direct Hair Implantation (Implantação Direta de Cabelos), em que os folículos são implantados imediatamente após a extração com o auxílio de uma caneta implantadora. Essa técnica permite maior controle sobre o ângulo, profundidade e direção dos fios, resultando em um visual natural.
Avaliação médica criteriosa
Engana-se quem pensa que basta decidir fazer o transplante para agendar a cirurgia. O procedimento exige avaliação especializada, que considera a causa da queda de cabelo, a existência de áreas doadoras saudáveis, a expectativa do paciente e seu histórico de saúde.
“O transplante capilar é uma excelente alternativa quando bem indicada, mas não é mágica. É fundamental que o paciente entenda que os resultados levam tempo e que o acompanhamento médico após a cirurgia é parte essencial do sucesso”, explica Stanley Bessa.
Pessoas com doenças autoimunes ativas, infecções no couro cabeludo ou áreas doadoras muito limitadas podem não ser indicadas para o procedimento. Além disso, pacientes muito jovens, com padrão de queda ainda instável, devem ser acompanhados com cautela.
Cuidados antes e depois do transplante
A preparação para o transplante capilar inclui uma série de orientações: suspender o uso de anticoagulantes, evitar álcool e tabaco, além de seguir rigorosamente os cuidados com o couro cabeludo.
No pós-operatório, os primeiros dias exigem atenção: é preciso evitar coçar, esfregar ou dormir diretamente sobre a área implantada. O inchaço e a queda temporária dos fios transplantados são comuns e esperados. Os resultados definitivos começam a ser notados entre seis e doze meses após o procedimento.
Sobre os riscos e as expectativas reais
Assim como qualquer intervenção cirúrgica, o transplante capilar não está isento de riscos. Infecções, falhas no crescimento dos fios e mudanças inesperadas na aparência podem ocorrer quando o procedimento é feito sem o devido planejamento.
Ao contrário do que muitos pensam, o transplante capilar não oferece resultados imediatos — e nem sempre é a solução definitiva para todos os casos de calvície. Mas, para os pacientes bem indicados, pode trazer ganhos significativos não apenas na aparência, mas também na autoestima.
Mitos e verdades sobre o transplante capilar
Quando o assunto é transplante capilar, não faltam mitos que confundem quem está pensando em realizar o procedimento. Um dos equívocos mais comuns é acreditar que a técnica é exclusiva para homens. Isso é falso: mulheres também podem se submeter ao transplante, desde que avaliadas por um especialista. Outra dúvida recorrente diz respeito à dor. Embora envolva intervenção cirúrgica, o procedimento é feito com anestesia local, e o desconforto costuma ser leve — o que torna essa afirmação parcialmente verdadeira.
Também é importante esclarecer que os fios transplantados são, de fato, permanentes. No entanto, os fios nativos — que não foram transplantados — podem continuar a cair com o tempo, o que torna indispensável o acompanhamento dermatológico após a cirurgia.
Por fim, outro mito bastante difundido é o de que os resultados são imediatos. Essa informação é incorreta: os fios levam meses para crescer e se integrar ao couro cabeludo de forma natural. Paciência e orientação médica são fundamentais em todo o processo.
Quem é Stanley Bessa
Dr. Stanley Bessa é dermatologista (CRM 35165 / RQE 33407), com mais de 25 anos de atuação na área. Formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e cirurgião dermatológico reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Seu trabalho é voltado principalmente para a cirurgia dermatológica e o transplante capilar. Atualmente, é pós-graduando em Cirurgia plástica e pós-graduado em tricologia, alergia e imunologia, com associação à ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia).
Além da excelência clínica, Dr. Stanley é professor membro do IBRAMEC (Instituto Brasileiro de Medicina Capilar), onde lidera a formação de médicos em todo o país. Ele também é o criador e proprietário da marca registrada ELFA — uma técnica exclusiva de extração lipídica fracionada ambulatorial. Desenvolvida pelo próprio Dr. Stanley, a ELFA se destaca por ser menos invasiva, reduzir os riscos do procedimento e apresentar alta eficácia.
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/homem-adulto-com-problemas-de-calvicie_19966385.htm#fromView=search&page=1&position=9&uuid=eecb8538-b5f3-4447-b161-608d946e99de&query=calv%C3%ADcie
