A Polícia Civil analisa novas imagens captadas pelo Smart Sampa, programa de monitoramento da Prefeitura de São Paulo, que registrou dois homens apontados como suspeitos de envolvimento no furto de obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade. O episódio ocorreu no domingo, 7 de dezembro, e jogou luz sobre a segurança do acervo exposto em uma das instituições culturais mais tradicionais da cidade.
O crime envolveu 8 gravuras de Henri Matisse, integrantes da edição original do livro “Jazz”, além de 5 gravuras de Cândido Portinari, que fazem parte do clássico “Menino de Engenho”, de José Lins do Rego. A edição, lançada em 1959 pela Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil, é considerada rara. Todo o conjunto estava na mostra “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna.
Cenas captadas pelo sistema de vigilância
As imagens divulgadas pela TV Globo revelam a movimentação de um homem com camiseta clara retirando um conjunto de gravuras de uma van preta parada em uma rua próxima à biblioteca. Ele as carrega por alguns metros até deixá-las no chão, perto de uma pilha de lixo. O gesto ocorre enquanto um segundo homem, de boné e camiseta escura, aparece caminhando com um papel nas mãos.
O vídeo termina logo depois que o primeiro suspeito abandona o material na calçada. Essa interrupção impede a identificação do que ocorreu em seguida, se alguém recuperou as gravuras ou se os próprios homens retornaram para recolhê-las. A cena, ainda assim, ampliou a possibilidade de a polícia rastrear os envolvidos que carregavam parte do acervo furtado.
As câmeras do Smart Sampa costumam registrar o tráfego e o fluxo de pedestres em áreas movimentadas do centro. O sistema ajuda em investigações de crimes contra o patrimônio, já que permite reconstruir trajetos e horários. No caso da Biblioteca Mário de Andrade, a rua estreita, marcada por prédios antigos e circulação de veículos de serviço, deu contexto visual à fuga dos suspeitos.
Detalhes do acervo desaparecido
As gravuras de Matisse pertencentes à obra “Jazz” são reconhecidas pela combinação de recortes coloridos e traços que o artista desenvolveu em sua produção tardia. A edição é um marco da história do livro ilustrado no século vinte e integra coleções de museus europeus e americanos. No Brasil, exemplares completos são raros.
As gravuras de Portinari, ligadas ao universo de “Menino de Engenho”, carregam a estética característica do artista e retratam momentos da narrativa de José Lins do Rego. A publicação de 1959, concebida para colecionadores, tem circulação limitada e alto valor histórico. A mostra que reunia as obras explorava a relação entre literatura e artes visuais e buscava aproximar o público de peças que normalmente permanecem guardadas em acervos institucionais.
O furto ocorreu durante o período de exposição, em uma sala montada especialmente para receber o material e outros documentos. A biblioteca, que é administrada pela Secretaria Municipal de Cultura, reforçou que o espaço contava com vigilância e com rotina de monitoramento.
Rodrigo Castro Alves Neves avalia o uso das tecnologias preditivas no setor de segurança
A aplicação da Inteligência Artificial no setor de segurança tem se mostrado um divisor de águas, especialmente na capacidade de prever e mitigar incidentes antes que ocorram. Sistemas de IA preditiva utilizam algoritmos avançados para processar dados históricos em tempo real, identificando comportamentos atípicos e potenciais vulnerabilidades.
“A IA não é apenas uma ferramenta de monitoramento; ela é um parceiro estratégico que capacita as empresas a estarem um passo à frente das ameaças. A capacidade de prever riscos com alta precisão permite a alocação inteligente de recursos e a implementação de medidas preventivas”, afirma Rodrigo Castro Alves Neves, empresário do setor de segurança. Confira o artigo completo e saiba mais.
Fonte: Poder 360
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